O Mag@nice recorre, com toda a propriedade a um estudo divulgado pelo The Economist para dizer uma série de verdades. Daquelas que todos sabemos mas que gostamos também de ouvir. Há uns que não gostas, mas esses não gostam de nada...
The Economist
Há quem lhe chame pessimismo. Normalmente os políticos usam o termo pessimismo como manobra de disfarce da realidade. Quando se fala em não crescimento significa que os políticos, mais uma vez, estão a falhar e então há que tentar esconder a realidade. Chamem-lhe o que quiserem: pessimismo, incompetência, falta de iniciativa, mas na realidade a economia portuguesa não vai crescer em 2005. São as conclusões do estudo que foi efectuado pela Unidade de Investigação Económica do grupo da revista “The Economist” que aponta que o PIB nacional deverá rondar os 2,1% e o crescimento económico não ultrapassará os 0,9%.
Porquê estas previsões? Porque em Portugal os políticos não fogem à regra: mentirosos, oportunistas e incompetentes. Porque apenas 11% das empresas investem na formação dos seus trabalhadores. Porque há falta de iniciativa.
Porque não há chefias competentes (a prová-lo está o facto do trabalhador português no estrangeiro ser produtivo e em muitos casos preferido). Porque isto é a república das bananas que durante os anos dourados dos elevados subsídios da CEE permitiu que elevado número de oportunistas usasse dinheiro que era destinado a investimentos em benefícios pessoais. Uma casa mal governada não pode crescer, diz a sabedoria popular.
Continua a pura filosofia dessa corja de mentirosos que em campanha ou fora dela tentam iludir recorrendo ao subterfúgio da mentira, aos mais variados disparates. Ouve-se um incompetente chamar o adversário de incompetente. Sucedem-se as promessas. Alguns são tão insensatos que se desdizem em poucas horas, ao longo de um mesmo dia.
Os políticos em Espanha cometem o mesmo tipo de dislates durante as campanhas, mas vencidas as eleições sabem encontrar a fórmula de bem governar e promover o crescimento do país. Portugal tem uma solução brilhante que é acabar com as despesas brutais que tem com os políticos e passar o governo para o Palácio da La Moncloa.
Publicado por dizerbem em janeiro 24, 2005 03:04 PM